terça-feira, janeiro 10, 2006

Já que minha vida não foi um filme...


... minha morte com certeza tem que ter trilha sonora com algumas músicas de filmes que me marcaram de alguma forma, seja pela beleza da fotografia, pelo impacto da história ou por fazer minha cabeça ficar dando voltas e mais voltas, querendo mudar minha vida. Para o estágio inicial, em direção ao purgatório ou ao céu (não saberia dizer ao certo para qual irei), ouviria Billie Holiday, Portishead, Nina Simone e John Lee Hooker, que foram sabiamente escolhidos por Bertolucci para compor a trilha de Beleza Roubada. Vozes roucas, músicas suaves, sentindo os pés já longe do chão...
Depois, acreditando que um anjo salvador - quem sabe um Gabriel caído e com a sua asa partida - viria em meu socorro, escolheria U2, Alanis Morrissette e Jimi Hendrix, que fazem parte do filme Cidade dos Anjos, uma refilmagem do clássico de Win Wenders: Asas do Desejo.
Já na fase de desapego a matéria, escolheria a trilha de Kill Bill - Volume Um - para ouvir aquele assobiu pelo última vez e curtir de longe, quase sussurrada, Bang Bang.
Então, quando finalmente virar apenas luz, espírito, antimatéria ou sei lá o quê, seria a hora certa para ouvir um som pauleira. E, novamente, minha escolha recairia no bom gosto de Tarantino. Fecharia minha existência ouvindo a seleção de Pulp Fiction. E, mais um adendo, tem que tocar na minha passagem Sweet Jane, com Cowboys Junkies, da trilha de Assassinos por Natureza.
Ok, acho que assim poderá ser uma boa travessia!

3 comentários:

Ana Paula disse...

trilha de filme é sempre bueno, e como eu sou uma dramalhona, escolheria uma bem triste, tipo A MISSÃO. mas aquela música do cartola na morte do cabeleira do cidade de deus é de doer até em defunto. essa vai pra lista!

Tita Aragón disse...

Elis cantando na cena da tourada, em Hable con ella, do Almodóvar... "Ah, meu bem amado, quero fazer-te um juramento, uma canção. Eu prometo, por toda a minha vida, ser somente tua e amar-te como nunca..."

Já pensaram, cantar isso coma aquela figura de capuz, com a foice na mão no nosso encalço? Ui!

Cavernosa disse...

Assim como a minha xará Ana Paula, levaria comigo "Preciso me encontrar", do Cartola, na voz da Marisa Monte...

"...Deixe me ir
preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorar..."