sexta-feira, maio 04, 2007

Boa pedida



Os quadrinhos para mim ganharam outro significado quando conheci Joe Sacco e Will Eisner (valeu, Jeff). Diferente da Turma da Mônica, Tio Patinhas e alguns super-heróis da minha infância, esses caras faziam literatura em forma de gibi, em preto e branco, de maneira objetiva e contundente. Mas, foi lendo Persepolis - da iraniana Marjane Satrapi - que essa forma de escrita conseguiu me emocionar. Em quatro volumes, ela conta sua história, a do Irã, a do fundamentalismo, de como é viver em guerra e da necessidade de fugir, mas sem perder as raízes. Todos são ótimos, mas o dois é o melhor de todos, não segurei as lágrimas, pois é quando ela deixa de ser criança e começa a entender que nada mais vai ser igual em sua vida. Os desenhos são meio toscos, mesmo, mas a palavra é cortante como uma espada.
Outro dia falo de Maus, mais um quadrinho da linha autobiográfica que vale a leitura.

2 comentários:

Tita Aragón disse...

São 'emprestáveis' estes qudrinhos?

Trevas disse...

tem que pedir pro seu jeff klein. hahahahaha