segunda-feira, maio 29, 2006

Os embalos de sábado à noite



Foi como uma volta no tempo. A promessa era uma festa como a dos idos áureos do Cabaret Voltaire. Kafu nas pick-ups, andar de baixo fechado, microbanheiros preparados para as filas de mulheres apertadas, Teresa no Caixa e a pista de madeira ainda rangendo em determinados lugares. O cenário estava montado e a noite era apenas uma criança ainda acordada à meia noite.
De Dancing Queen, passando por Tim Maia e Beatles, a noite teve seu ápice já de madrugada quando rolou Age os Aquarius e até a antiga coreografia foi reavivada. Sair da pista foi um trabalho Herculano e inútil. Foi para lavar a alma e relembrar mesmo os velhos e bons tempos de sair do antigo casarão da Independência com o sol da manhã queimando nos olhos já acostumados a penumbra. E a noite para o renascimento dessa Fênix não poderia ser mais cheio de sincronicidades: reencontro com parcerias, aniversário e a celebração perfeita para novas amizades feitas lá pelas minhas andanças pela Getúlio Vargas. Foi como uma catarse: pois além de tudo tinha parido o primeiro trabalho da pós e podia deixar o dia nascer feliz, como cantarolava Cazuza no meu ouvido.

Um comentário:

Tita Aragón disse...

Ah, ah, ah, ah, stay'n alive!!!