sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Poeta sem rimas


"Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. "
Assim Mario Quinta iniciou, certa vez, uma autodescrição. A discriçao fez parte da vida desse poeta, que sempre acreditou que SER era mais importante do que qualquer coisa e que não buscou a fama, o luxo ou o dinheiro nessa vida. Buscou a expressão mais verdadeira do sentido dessa nossa vida tão sem rumo e perspectiva. O poeta maior do Rio Grande do Sul comemoraria em julho deste ano 100 anos de pura dedicação aos seus poemas, cigarros e paixões por musas inspiradoras. Uma singela homenagem desse blog, que ama poesia sem rimas, mas feitas com inteligência e coração.

Os degraus

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

2 comentários:

Tita Aragón disse...

São demais os mistérios dessa vida!
Descobri que quando a gente adivinha uma resposta, a vida vai lá e muda a ordem das perguntas ou inventa outras, só pra sacanear. Vida dura, viu?

Ana Paula disse...

mário? mas que mário?
mário era um véio desses que eu, sinceramente, queria ser nessa vida. fora o hábito de não tomar banho e o de fumar. se me mandarem escolher qual o MAIOR POETA da história, é o mário...

mas que mário?