segunda-feira, março 02, 2009

O anão cabeçudo e o outro lado da história

Era uma vez um anãozinho cabeçudo que além de mentir compulsivamente, sofria de um terrível complexo de inferioridade. Apesar de saber ler, o pequeno cabeção não tinha alcance. Tanto pela diminuta estatura, quanto pelas inócuas sinapses neuronais de seu ínfimo cerebrozinho. Um dia, de tanto reclamar do jardineiro e das flores que nasciam nos canteiros, o anãozinho de cabeça grande foi removido do jardim e passou a habitar o fundo do fundo de um pântano. De tanta raiva e com tão pouca capacidade de raciocínio, o pequeno serzinho esperneava enquanto sacudia no ar os bracinhos curtos, esbravejando aos quatro ventos que aquelas flores horrorosas haviam conspirado contra ele. Coitado! De tanto bancar o esperto, o pobre anãozinho cabeçudo foi vencido pelas flores e amargou a solidão de seus dias jogado num pântano abandonado.

Moral da história: não subestime a capacidade dos que conhecem e dão valor à luta diária. Dos que, apesar do suor no rosto, lapidam o próprio caráter como quem dá polimento ao mais precioso e delicado diamante. Não tire ninguém para otário, não conte mentiras, ou espalhe calúnias, ou subestime a inteligência alheia, principalmente se não souber o real significado da palavra 'inteligência'. Ah... e muito cuidado com suas ações. O jardineiro pode estar vendo (e ouvindo) tudo.

Um comentário:

Larissa Bohnenberger disse...

Nossinhora!
Algo sério está rolando...