segunda-feira, dezembro 10, 2007

Do contra

Fim de ano é sempre a mesma coisa. Chega dezembro e as pessoas enlouquecem e o consumo rola solto. Outra característica comum dessa época é a lista de balanço. O que o ano teve de bom, o que teve de ruim, o que poderia ser melhor e o que não tinha como ficar pior (o que não é bem verdade, pois tudo sempre pode piorar).

Pois bem, como sou do contra mesmo, não faço retrospectiva nenhuma. Muito menos projeto o que desejo para o próximo ano. Que seja o que eu quiser e o que eu fizer acontecer ou não. Nada de auto-ajuda e de achar que pensamento positivo adianta alguma coisa. Aliás, se isso fosse verdade, brasileiro nenhum era pobre. Seríamos o país dos milionários felizes.

Os dias, as horas, os meses, os anos estão cada vezs mais repetitivos e cansei de achar que algo pode ser diferente. Então, que venham mais 365 dias que passarão voando e, bem provável, não deixarão nenhuma saudade. Um pouco de pessimismo pra contrabalançar com essa massificação da felicidade possível e de que no final do ano todas as pessoas se tornam seres humanos melhores, o amor está no ar, a bondade florece e o diabo a quatro. Quem é filhodaputa vai continuar sendo, os otários permanecerão os mesmos e os parentes serão aquela mesma falsidade de sempre a se abraçarem em festas, onde o ingrediente principal será o cinismo. Que lindo!!!! Adoro essa época do ano.

3 comentários:

Tita Aragón disse...

Tô contigo e não abro!

Larissa Bohnenberger disse...

Ahahahahahah!
Enquanto toda essa alegria e bondade excessivas no final do ano são um tédio, o teu pessimismo, amiga Trevas, é muito divertido!
Bjs!

P.S. Sou só eu que consumo o que posso e o que não posso em todas as épocas do ano?

Tita Aragón disse...

Em todas as épocas do ano eu também consumo o que dá e o que não deveria! Hahahahaha! Mas quando eu morrer poddo até deixar dívidas, mas nunca herdeiros!