sexta-feira, setembro 21, 2007

O mala


Deveria ser no plural, mas, no singular me parece mais amplo dizer: o mala.
Ele se reconhece só do umbigo pra cima porque a barriga o impede de enxergar os pés, e deve fazer xixi pelo método braile, só pra não ter que encarar o motivo daquela avassaladora verdade: que todo o mala tem o pinto pequeno, proporcional ao caráter.

O mala adora ensebar, se fingir de legal, de simpático, fazer o tipo papagaio de pirata.
O mala sabe tudo, não aceita sugestões ou opiniões alheias porque são melhores do que as idéias dele. O mala se impõe como um elefante numa loja de cristais.

Para o mala, qualquer pessoa há milhares de anos-luz de distância é uma ameaça iminente ao potencialzinho dele. O mala está sempre por perto para evitar que as coisas lhe escapem do 'controle'.
Só o mala não percebe que é mala ou tem tanta certeza do contrário, que fica cada vez mais 'imalesmado'. Quando o mala vem com o fubá, todo mundo já assou o bolo.

O mala não respeita as escolhas alheias, critica o tempo todo, tudo o que os outros fazem. Ele não pode perder pra ninguém, afinal, ele é O mala.

Dureza mesmo é ficar fazendo cara de paisagem quando o mala se instala. Nem café, nem antirrábico, nem vacina da rubéola, nem Trident Herbal Fresh resolvem a questão 'malística'.

Alguém jogou merda na cruz.
E eu dei cobertura.

5 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Ai, nem me fala que eu sou imã natural que atrai O Mala, constantemente! Devo ter estado lá contigo, Carol, dando cobertura à merda toda!

Tita Aragón disse...

"...eles existem... e estão soltos por aí!"

Cibele Cheron disse...

Tita, amiga, se o teu é O Mala, o meu é O Valise. E, em questões de bagagem, eu não estou podendo nem com frasqueirinha...

Trevas disse...

E os tipos contêineres que andam por aí, o que a gente faz com eles? Despacha via marítma???

Tita Aragón disse...

Pensei em pôr um explosivo no café do Mala...